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ABS nacional deve ser mais barato
ANA MORANO, ana.morano@grupoestado.com.br
Já está em operação em Campinas, interior de São Paulo, a fabricação do ABS nacional (sistema de antibloqueio dos freios). Foram investidos R$ 25 milhões pela empresa de origem alemã Robert Bosch em sua fábrica brasileira para a produção deste componente de grande importância para a segurança veicular. Em razão disto, a Bosch no Brasil ganhou uma nova unidade de negócios: o Sistema de Controle de Chassis, que terá como meta a nacionalização de itens de segurança automotiva produzidos pela marca. O Jornal do Carro conversou com Bernd Schemer, o vice-presidente da nova divisão da Bosch, sobre os novos investimentos e produtos da empresa na América Latina.
Por que produzir ABS no Brasil?
A Bosch é líder na fabricação de itens de segurança automotiva no mundo. Como no Brasil a presença de ABS nos carros da frota nacional em 2006 foi de apenas 13%, índice muito menor que outras países do mundo como os EUA, em que a presença do sistema de antibloqueio de frenagem está presente em 91% dos carros, decidimos investir na nacionalização do ABS com o objetivo de reduzir custos e tornar esta tecnologia mais acessível ao Brasil e outros países da América Latina.
De quanto será a redução de preço do ABS para os consumidores?
Posso assegurar que as montadoras vão comprar o ABS mais barato, porém, não tenho como dizer quanto da redução será repassada ao público.
Qual a estimativa de produção?
A princípio, vamos fabricar 250 mil itens em três turnos.
Quais as marcas que vão fazer uso do ABS nacional?
Por enquanto, já fechamos com a Volkswagen, Fiat, Toyota, GM e PSA.
Com a criação desta nova unidade no Brasil, há planos de nacionalizar a produção de outros itens?
Sim, em breve queremos também produzir outros itens de segurança ativa que já são feitos pela Bosch em outros locais do mundo, como o Programa de Estabilidade Eletrônica (ESP) que diminui o risco de derrapagem dos veículos.
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